• O dia do crime
Nesta segunda-feira (23 de junho) completam quatro anos do assassinato de Fábio Escobar, de 38 anos, ex-coordenador da campanha de Ronaldo Caiado em Anápolis, morto após romper com o governo e denunciar esquemas de corrupção e caixa 2.
O crime, com claros indícios de motivação política, permanece sem respostas. Em fevereiro, O deputado estadual Mauro Rubem (PT-GO) e o advogado Valério Luiz, apresentaram à presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Charlene da Silva Borges, pedido para que atue junto à Procuradoria Geral da República para que o caso seja investigado e julgado pelas autoridades federais.
• Cacai
O ex-presidente do partido de Caiado em Anápolis, Carlos César Savastano de Toledo, o Cacai, acusado de ser o mandante do assassinato, ficou sete meses foragido antes de ser preso em junho do ano passado.
Mesmo com parecer contrário do Ministério Público, que apontou risco de reincidência criminosa e ameaça à ordem pública, Cacai foi solto em dezembro.
Os cabos da Polícia Militar Glauko Olívio de Oliveira e Thiago Marcelino Machado, acusados de atuar na execução, também estão em liberdade, além de outros dois réus.
Jorge Caiado, primo do governador, jamais foi preso, mesmo acusado de intermediar a contratação dos executores.
• Processo
A soltura dos réus impôs medidas brandas: uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias e recolhimento domiciliar noturno, das 22h às 6h. Quatro anos depois, não há condenações, não há punições e o crime sem justiça. A impunidade que sai do Palácio das Esmeraldas paira como um fantasma sobre a memória de Fábio Escobar.

















