• Jogo político
Os deputados estaduais de Goiás devem debater nesta quinta-feira (3) a prorrogação da calamidade financeira de Goiânia entre os principais itens da pauta.
O pedido partiu do prefeito Sandro Mabel (UB), que tem feito articulações políticas para garantir a aprovação.
O presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), revelou que orientou o prefeito a ligar pessoalmente para os parlamentares, na tentativa de convencer a base a votar favoravelmente.
• Não existe calamidade
O decreto de calamidade enfrenta pareceres contrários do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e do Ministério Público de Goiás (MPGO), que apontam inconsistências nos dados fiscais apresentados pela Prefeitura.
Desde maio, o documento está disponível para votação, mas a resistência técnica impediu o avanço até agora.
• Velha prática
A estratégia de Sandro Mabel tem sido vista nos bastidores como uma reedição da política dos interesses, um deputado da oposição foi direto: “toma-lá-dá-cá”, com troca de favores e negociações diretas para garantir votos no Legislativo.
O próprio presidente da Alego admitiu que só incluiu o tema na pauta após o prefeito ter iniciado as conversas com os deputados. A expectativa é que a votação seja judicializada, caso a Assembleia aprove o decreto contrariando os pareceres técnicos de órgãos de controle.

















