sexta-feira , 6 março 2026
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Alô, Armando Leite, presidente da OS das obras de R$ 2,4 bilhões sem licitação do Caiado: por que José Mário Schreiner não colocou o CPF dele mesmo à frente de toda essa operação bilionária?

• Quem vai responder na justiça?

Assumir um contrato para distribuir de R$ 2,4 bilhões para empreiteiros, sem licitação, exige mais que coragem — exige entender o tamanho da responsabilidade que está sobre seus ombros, senhor Armando Leite Rollemberg Neto, presidente da OS (IFAG) que assumiu a bronca. É preciso entender o “sistema” e se perguntar:

⇒ Por que o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, tão influente e envolvido, não colocou o próprio CPF à frente desse projeto? Será que ele conhece os riscos que o senhor ainda não percebeu?

⇒ Será que o senhor já parou para pensar por que os mais fortes sempre ficam nas sombras enquanto os mais fracos assinam os papéis? A promotora Leila Maria alertou sobre ilegalidades, sobre dolo específico e improbidade administrativa. O senhor acha mesmo que sairá ileso?

• Quando a corda arrebenta

As denúncias de superfaturamento já surgiram. O Popular publicou, o Goiás24Horas mostrou: os orçamentos das obras estão inflados. Há cheiro de maracutaia no ar — e o CPF que aparece na ponta do contrato é o seu.

Pedro Sales, presidente da Goinfra, Ronaldo Caiado, governador do Estado, José Mário Schreiner, líder do agro — todos eles são figuras poderosas, influentes, blindadas.

O senhor, Armando, já viu a corda arrebentar para o lado mais forte? E quando ela arrebentar, quem vai lhe defender? Quantos dos que hoje lhe apertam a mão estarão por perto quando o Ministério Público bater à sua porta?

Quando os carniceiros do poder desaparecerem, esses mesmos que de olho na grana o aconselham e bajulam, o senhor estará sozinho — com um contrato bilionário e a conta jurídica nas costas. A cabeça de quem será pendurada em praça pública? Vale a pena colocar o pescoço nessa corda?

• Carga perigosa

O senhor já refletiu sobre o que é ser a “mula” de um projeto assim? No mundo do tráfico, a mula carrega o produto, mas é quem sempre paga. Tudo isso a um anos das eleições é muito arriscado.

O senhor está colocando o seu nome, sua paz, sua família e seu futuro à disposição de uma engrenagem que parece estar ajustada para um escândalo.

Quando Caiado deixar o governo, quando a influência sumir, quando as fitas forem cortadas e os palanques desmontados, restará o papel assinado e o CPF que responde: o seu.

O senhor tem mesmo certeza de que vale a pena carregar esse peso? Por que ninguém mais quis assinar? Por que o senhor foi o escolhido? Reflita, antes que seja tarde.

Cristiano Silva
Editor

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