sexta-feira , 6 março 2026
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Superlotação e transferência sem sentido: homem morre após ser removido do Hugol para hospital a 180 km de Goiânia

Crise na Saúde

• Uma transferência hospitalar sem lógica aparente, somada à superlotação do Hospital Estadual de Urgências (Hugol), pode ter custado a vida de Iranilson da Silva Nunes, de 43 anos. Ele foi vítima de acidente de moto em Goiânia, estava estável no Hugol e morreu pouco após ser transferido para Ceres, a 180 km da capital. Esse é mais um epsódio com final triste, na crise na saúde no governo Ronaldo Caiado.

O acidente

• Iranilson sofreu um acidente de moto no Conjunto Vera Cruz no dia 3 de julho, quando voltava do trabalho. Foi socorrido e levado ao Hugol, referência em urgência e alta complexidade em Goiás.

• Segundo o hospital, ele foi diagnosticado com fratura no punho, sem necessidade de cirurgia de urgência. Estava estável, consciente e com respiração espontânea.

Decisão inexplicável

• Dois dias depois, no dia 5, a unidade informou superlotação e conseguiu vaga em um hospital de Ceres, no interior.

• A viagem de quase três horas foi feita em uma ambulância sanitária, segundo a família, era umveículo tipo Fiorino adaptado, sem uma condição ideal para a situação de Iranílson.

A morte

• Segundo relatos de Iraílton Nunes, irmão de Iranilson, o paciente passou mal assim que foi retirado da ambulância e colocado na maca do hospital em Ceres. A equipe local tentou reanimação, mas ele morreu cerca de 1h30 após chegar ao hospital.

• A família afirma que Iranilson vinha se queixando de fortes dores abdominais e que a região do abdômen estava roxa — o que indicaria necessidade de avaliação urgente, que não foi feita.

O que diz o Hugol

• Em nota, o Hugol reconheceu a superlotação e informou que a transferência seguiu protocolos, com autorização da cônjuge. Afirmou ainda que o paciente não apresentava risco imediato no momento da saída.

• A unidade é gerida pela organização social Agir desde 2015, com atendimento de média e alta complexidade em várias especialidades, incluindo ortopedia, neurocirurgia e medicina intensiva.

Indignação 

• Para Iraílton, a morte do irmão foi evitável. Ele questiona a escolha de transferi-lo para uma unidade distante e sem suporte adequado, que pode ter agravado uma hemorragia interna, enquanto o Hugol, com toda sua estrutura,  poderia tê-lo mantido.

• A família ainda arcou com os custos para levar o corpo de volta a Goiânia e, até agora, não recebeu nenhuma explicação oficial sobre a causa da morte.

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