Conflito
• O Hamas declarou nesta sexta-feira (3) que aceita libertar todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, em resposta à proposta de cessar-fogo apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O grupo também sinalizou concordar em entregar o governo da Faixa de Gaza, mas pediu negociações sobre o futuro do território.
Negociações
• O anúncio ocorreu após ultimato de Trump, que deu prazo até domingo (5) para o Hamas aceitar os termos ou enfrentar uma “ofensiva devastadora”.
• O grupo mantém mais de 40 reféns sequestrados em outubro de 2023, parte deles já mortos.
• Segundo o comunicado, o Hamas aceita transferir o governo de Gaza a um comitê independente de tecnocratas palestinos, com apoio árabe e islâmico.
O plano de Trump
• O plano dos EUA prevê que o Hamas seja excluído do governo de Gaza, mas que seus membros recebam anistia se entregarem as armas e aceitarem coexistir pacificamente com Israel.
• O documento também exige a libertação de quase 2 mil prisioneiros palestinos por Israel e prevê supervisão humanitária da ONU e do Crescente Vermelho.
• A Faixa de Gaza se tornaria uma zona livre de grupos armados e seria administrada por um conselho internacional de paz, sob presidência de Trump.
Reações
• A proposta foi elogiada por países da Europa, pela Autoridade Palestina e até pelo Brasil.
• Israel, por sua vez, apoia o plano, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeita a criação de um Estado palestino.
• Moradores de Gaza, no entanto, relataram ceticismo e temor de que o conflito se intensifique.
Ameaça
• Trump afirmou que mais de 25 mil militantes do Hamas já foram mortos e que os sobreviventes enfrentam a “última chance” de escapar da destruição.
• Caso não haja acordo, prometeu desencadear um “inferno total”, expressão que pode significar uma ofensiva militar sem precedentes.

















