• O ponto mais sensível
A denúncia acolhida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), que concedeu liminar para interromper o funcionamento do chamado Gabinete do Ódio no Palácio, ganha um capítulo delicado: o papel de Clóvis Regis Maia, servidor lotado na Secretaria de Estado de Comunicação, como gerente de Comunicação Interna e Externa, com remuneração de R$ 10.238,43.
• Dupla função?
Além do cargo público, Clóvis é responsável por um portal privado, o Nós Opinando. O site aparece na lista de veículos citados na denúncia do PL como replicadores de conteúdos padronizados enviados a partir de canais oficiais — método descrito pela Justiça ao analisar a atuação do Gabinete do Ódio.
• Linha editorial sob suspeita
Levantamento de publicações mostra elogios recorrentes ao governador Ronaldo Caiado, ao vice Daniel Vilela e a Gracinha Caiado, ao mesmo tempo em que adversários — como Marconi Perillo e Wilder Morais — são alvo de textos críticos. Trata-se de jornalismo opinativo legítimo ou uso cruzado de funções pública e privada?
• Jaguncismo editorial
Não é a primeira vez que o nome de Clóvis Regis Maia aparece associado a articulações políticas fora dos limites institucionais.
Todo mundo sabe da proximidade dele com um membro do Ministério Público de Goiás, cuja atuação política é suja e questionada, frequentemente associada a movimentos de ataques e assassinato da reputação do grupo do ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
Clovis atua como jagunço fantasiado de blogueiro, nunca fez outra coisa na vida a não ser mamar nas tetas do dinheiro público para satisfazer fetiche de gente que ocupa o poder.

















