• Jogada milionária na Cultura
A atriz, dramaturga e produtora Marília Ribeiro, formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Goiás (UFG), usou as redes sociais para fazer uma denúncia grave sobre um suposto esquema dentro da Secretaria de Cultura de Goiás (Secult).
Segundo ela, um edital milionário teria sido direcionado para uma empresa específica, deixando artistas e produtores de fora.
• Maracutaia
O alvo da denúncia é um edital de R$ 1.780.320,24 por ano, com duração de quatro anos, que soma mais de R$ 7,1 milhões para uma única empresa administrar recursos ligados à Lei Aldir Blanc. “E o Sacha Eduardo Witkowski Ribeiro de Mello , que é o presidente dessa comissão já sabia de tudo isso, ou seja, essa empresa já tinha um lobby perante o governo, perante o conselho e o governador”, disse a atriz.
• Carta marcada
Em vídeo e textos publicados no Facebook, Marília relata que a empresa vencedora teria apresentado falhas documentais, como mudança de nome, ausência de assinaturas e problemas no plano de oficinas, que sequer poderiam ser realizadas em escolas estaduais. Mesmo assim, segundo ela, a empresa recebeu nota máxima (9,4) da comissão.
• Notas zero
A artista também acusa o Conselho Estadual de Cultura de agir como “banca de reprovação”. Segundo o relato, projetos concorrentes receberam nota zero, inclusive o currículo de Luiz Cláudio, gestor cultural com mais de 22 anos de atuação, o que ela classifica como humilhação e perseguição.
• Esquema
Marília afirma que houve lobby, pressão e conhecimento prévio da situação por parte da comissão avaliadora. Em tom duro, ela diz que a Secult, o Conselho Estadual de Cultura e o governo estadual estariam “acabando com a cultura”.
A artista afirmou que o caso será questionado no Ministério Público, cobrando investigação sobre possível favorecimento, irregularidades e desvio de finalidade em um edital bancado com dinheiro público.

















