• Datas confusas
O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) chamou atenção logo de início para um detalhe grave: a confusão nas datas da licitação da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).
O processo estava marcado para o dia 21, depois foi remarcado para o dia 22, numa movimentação que, segundo o conselheiro Humberto Aidar, pode esvaziar o controle externo e permitir que o contrato seja fechado antes da análise definitiva da cautelar.
• Cartas marcadas
Segundo fonte interna, três empresas já estariam “marcadas” para vencer a disputa milionária: Prime, Link e Neo.
Mesmo diante da recomendação expressa do TCM para suspender o certame, o prefeito Sandro Mabel mandou manter a licitação, levantando suspeitas de direcionamento e jogo combinado.
• Indícios graves
Na fundamentação da denúncia, o Tribunal aponta ilegalidade e subjetividade na prova de conceito, exigência desproporcional de rede credenciada, fortes indícios de direcionamento, riscos à segurança e à propriedade intelectual e violação aos princípios da Lei das Estatais.
O próprio TCM afirma que a documentação apresentada tem aparência de verdadeira e oferece elementos suficientes para apuração rigorosa.
• Risco ao erário
O contrato movimenta mais de R$ 50 milhões em apenas 12 meses. Caso as irregularidades se confirmem, o Tribunal alerta que o prejuízo aos cofres públicos pode ser elevado. Mesmo assim, a Prefeitura segue em ritmo acelerado.

















