Cenário
• Lideranças do Centrão avaliam que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tem chances remotas de ser o candidato do PSD à Presidência da República, apesar da recente filiação ao partido e do discurso de pré-candidatura ao Palácio do Planalto. As informações são da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Portal Metrópoles.
Acordo interno no PSD
• O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou existir um acordo entre três governadores do partido. Além de Caiado, integram o arranjo Ratinho Júnior e Eduardo Leite.
• Segundo Kassab, em abril o partido escolheria o nome “mais bem posicionado” para disputar a Presidência.
Resistência do Centrão
• Caciques do Centrão consideram que uma candidatura de Caiado teria alto potencial de atrito interno no PSD.
• O argumento central é que o perfil ideológico do governador goiano é visto como “radical” para os interesses eleitorais do partido.
• A avaliação é de que Kassab tende a priorizar um nome mais moderado para equilibrar as diferentes alas da legenda.
Divisão no PSD
• Parlamentares do Nordeste são mais próximos do lulismo e da centro-esquerda.
• Já lideranças do Sul tendem a se alinhar à direita e ao bolsonarismo.
• Nesse contexto, Ratinho Júnior e Eduardo Leite aparecem como nomes mais palatáveis para uma candidatura de consenso.
Destino provável de Caiado
• A leitura dominante no Centrão é que Caiado deve concentrar forças em uma candidatura ao Senado por Goiás.
• Nos bastidores, a pré-candidatura presidencial do governador é vista mais como instrumento de pressão política do que como projeto viável.
Blefe e cálculo eleitoral
• Segundo apuração do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, o Centrão interpreta o lançamento de três pré-candidatos como um blefe de Kassab.
• A avaliação é de que quem apresenta múltiplos nomes, na prática, não tem um candidato competitivo.
• Lideranças descartam apoio tanto aos nomes do PSD quanto a uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro.
• Partidos do Centrão já trabalham com a hipótese de uma aliança informal com presidente Lula.
• A estratégia passaria pela retirada das pré-candidaturas do PSD em troca de neutralidade, o que beneficiaria Lula na disputa presidencial.
• O movimento visaria garantir maior espaço político e institucional em um eventual novo mandato do petista.

















