• Traiu o Agro
Criada em 2022 pela gestão de Ronaldo Caiado, a chamada Taxa do Agro nasceu com a promessa de financiar obras de infraestrutura para o campo.
O que era para ser investimento virou, para muitos produtores, a maior traição já vista no agro goiano. Durante a campanha de reeleição, o próprio Caiado disse que criar esse tipo de cobrança seria como “assaltar o agro”. Depois de eleito, fez exatamente o contrário.
• Cobrança bilionária
Ao longo de quatro anos, a taxa arrecadou quase R$ 3 bilhões diretamente do bolso do produtor rural. O dinheiro entrou pesado nos cofres, mas o setor segue cobrando: onde estão as obras estruturantes prometidas para justificar a cobrança?
• Rolo e maracutaia
Outro ponto que levanta críticas é a tentativa do governo de operacionalizar esses recursos por meio da IFAG, organização social civil criada na própria gestão. À frente da entidade foi colocado Armando Rollenberg, então servidor comissionado e aliado do governo.
A proposta previa execução de obras fora do modelo tradicional de licitação, mas acabou barrada pela Justiça Federal, que impediu o formato, após denúncias de superfaturamento em casos idênticos dentro do governo.
• Conta aberta
Sem o modelo alternativo e sem um pacote robusto de entregas visíveis no campo, o governo agora anuncia o fim da taxa. Para muitos produtores, a conta não fecha: o dinheiro foi arrecadado, mas as obras não apareceram.
Fato: se a taxa acabou sem cumprir o que prometeu, o caminho mais justo seria a devolução dos valores aos produtores rurais.

















